Em entrevista, Bolsonaro diz que espera entendimento com os EUA sobre taxação do alumínio brasileiro

Em entrevista à Itatiaia na manhã desta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que não vai constranger a equipe econômica e a Receita Federal para cumprir a promessa de campanha de isentar da cobrança de imposto de renda de quem ganha até cinco salários mínimos. Bolsonaro disse também que não vê retaliação na decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aumentar tarifas sobre aço e alumínio de Brasil e Argentina como forma de compensar a desvalorização da moeda destes países. 

Sobre a isenção da cobrança de imposto de renda, Bolsonaro disse que não pode fazer tudo que quer. “Gostaria de entregar meu governo, por exemplo, com quem ganhasse até cinco mil reais, equivalente a (salários) mínimos hoje em dia, isento do imposto de renda. Estou trabalhando para que este ano a gente chegue próximo aos dois (salários mínimos). O pessoal pode reclamar: Pô, só dois, prometeu cinco. Prometi cinco e espero cumprir até o final do mandato”, disse. 

“Estou forçando um pouco a barra, mas não vou constranger a equipe econômica, muito menos a Receita Federal. Acredito que meus argumentos sejam ouvidos por parte deles, apesar de eu não entender de economia”, disse o presidente. 

Sobre a decisão de Trump, Bolsonaro destacou que é munição para seus opositores e acrescentou que irá se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para definir qual posição será tomada.

“Se for o caso vou ligar para o presidente Donald Trump. A economia deles não se compara com a nossa, é dezena de vezes maior do que a nossa e não vejo isso como retaliação. Vou conversar com ele para ver se não nos penaliza, com a sobretaxa no preço do alumínio. A alegação dele, no Twitter dele, é a questão das commodities, a nossa economia basicamente veio das commodities. É o que nós temos. Espero que tenha um entendimento dele, que não nos penalize no tocante a isso. Tenho quase certeza que ele vai nos atender”, disse Bolsonaro sobre Trump.

Bolsonaro também destacou a Reforma Trabalhista aprovada em 2017 na gestão anterior. “Tenho que elogiar um feito do governo anterior, Temer, que foi a reforma da CLT, que permitiu que o emprego não continuasse se avolumando negativamente, como até aquele momento, e as outras medidas tomadas fizeram com que o governo saísse do vermelho”, disse Bolsonaro. 

Confira aqui a entrevista completa:

Fonte: Radio Itatiaia