Extremistas muçulmanos atacam igreja e matam 14 cristãos

Extremistas muçulmanos atacaram no último domingo (1º) uma igreja no leste de Burkina Faso matando pelo menos 14 pessoas e deixando vários feridos. As informações são do governo local já confirmadas por agências de notícias internacionais como a AFP.

O crime aconteceu na vila de Hantoukoura, perto da fronteira com o Níger, e as informações iniciais são de que homens fortemente armados invadiram a igreja para assaltá-la, mataram os fiéis e fugiram em motos.

No domingo, o presidente Roch Marc Christian Kabore anunciou a notícia no Twitter e condenou o “ataque bárbaro” na cidade de Hantoukoura. Ele disse que várias pessoas também ficaram feridas. Kabore ofereceu suas “mais profundas condolências às famílias enlutadas e deseja uma rápida recuperação dos feridos”.

As forças armadas de Burkina Faso estavam cuidando dos feridos e revistando a área, informou o governo em comunicado. Embora nenhum grupo tenha assumido a responsabilidade pelo ataque, combatentes ligados ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda realizam ataques a delegacias de polícia, postos militares e alvos civis em Burkina Faso desde 2015, segundo a Human Rights Watch.

Enquanto os jihadistas lançam ataques por todo o norte do país há anos, eles também atacaram recentemente no leste.

De acordo com o Centro Africano de Estudos Estratégicos, esses ataques quadruplicaram nos últimos dois anos e deixaram dezenas de mortos apenas este ano. Além disso, cerca de 500.000 pessoas foram expulsas de suas casas em meio à agitação, de acordo com as Nações Unidas.

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