Após tentar fraudar eleições e incitar violência na Bolívia, Evo Morales entra na lista da Interpol

O ex-presidente boliviano Evo Morales teve seu nome incluído na lista azul da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). A notificação azul da Interpol significa que os Estados membros devem informar o paradeiro do investigado. A organização conta com a colaboração de polícias judiciárias em mais de 190 países.

Segundo o governo interino da Bolívia, Morales foi pego em áudios orientando militantes de esquerda a “estrangular” economicamente as cidades bolivianas com bloqueios de estradas como forma de pressão por sua volta.

O ministro do Interior da Bolívia acusou o ex-presidente de terrorismo e sedição e disse que “qualquer terrorista deve passar o resto de sua vida na prisão”, em entrevista ao jornal Guardian publicada no final de novembro.

O ministro pediu que Evo Morales, que estava exilado no México há quase duas semanas e foi visto em Cuba nos últimos dias, seja preso pelo resto de sua vida.

Fraudes eleitorais

Morales renunciou ao cargo de presidente, após semanas de protestos populares e greves devido às fraudes eleitorais. Uma comissão de auditores da OEA confirmou a existência de graves evidências que o processo eleitoral na Bolívia foi fraldado para permitir um novo mandato do presidente.