Encarcerados da CPP de Palmas iniciam treinamento para confecção de máscaras artesanais para prevenção ao novo Coronavírus

Unidade fabril do Núcleo de Custódia e Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP de Palmas) que fabricará máscaras artesanais a serem utilizadas na prevenção à transmissão da Covid-19 iniciou as atividades nesta sexta-feira, 27. Inicialmente, as máscaras serão utilizadas pelos servidores do sistema prisional e população carcerária e, posteriormente, serão distribuídas à rede pública de saúde do Estado. A iniciativa é uma parceria entre o Governo do Estado do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), e a empresa Embrasil Serviços, cogestora da CPP de Palmas e da Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota, com a participação da Passini & Pereira, empresa fornecedora dos uniformes dos internos para as duas unidades prisionais.

A unidade fabril iniciou as atividades com treinamento para confecção das máscaras com quatro detentos, entre eles está o J.F., de 27 anos, que disse estar entusiasmado com a oportunidade. “Eu já tinha trabalhado em uma fábrica de roupas tirando as linhas, estou bem animado em aprender a costurar e com isso poder atuar numa nova área de trabalho e voltar para a sociedade com uma profissão e quem sabe já com um emprego”, vislumbrou. O interno contou também como está se sentindo em ajudar as pessoas. “Estou me sentindo muito útil, pois estou ajudando a sociedade confeccionando as máscaras de proteção contra o novo Coronavírus e assim cuidando da saúde das pessoas”, enfatizou.

Esteve no primeiro dia de funcionamento da fábrica da CPP de Palmas, o secretário executivo da Cidadania e Justiça, Geraldo Cabral, que falou sobre a contribuição dos encarcerados no combate à transmissão do novo Coronavírus. “Agradecemos os reeducandos pelo trabalho de fabricar as máscaras que serão usadas pelos servidores e pela população carcerária, com esse trabalho estarão contribuindo para que todos permaneçam saudáveis”. O secretário executivo ainda ressaltou a importância do trabalho para reintegração social. “Esse é o primeiro passo do Programa Novo Tempo, que tem o objetivo de oferecer educação profissional, trabalho e renda para a pessoa privada de liberdade com a finalidade de reinserção social. Contamos com as empresas privadas para que olhem para dentro das unidades prisionais como sendo um lugar com mão de obra para o trabalho”, clamou.

Treinamento

A proprietária da empresa parceira, 063 Uniformes, e instrutora de corte e costura da fábrica, Angélica Passini, falou um pouco sobre o que os internos irão aprender durante o treinamento. “Irei instruí-los sobre o manuseio da máquina de costura, como velocidade e colocação de linhas. Repassarei o molde e como cortar os tecidos e já faremos as primeiras máscaras artesanais”, explicou.

Produção

A unidade fabril tem capacidade para produzir 30 mil máscaras faciais artesanais que serão confeccionadas com meltbow, um tecido filtrante, encapado por TNT médico-odonto-hospitalar, conforme orienta a Resolução RDC nº 356, publicada no último dia 23, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária que dispõe sobre os requisitos para a fabricação. Após a produção das máscaras faciais, quando não forem mais necessárias, a nova fábrica da CPP de Palmas será redirecionada para a produção de uniformes prisionais.

Presenças

Também estiverem no primeiro dia de atividade da fábrica de costura, os servidores da Superintendência de Administração dos Sistemas Penitenciário e Prisional (Sispen), entre eles: o superintendente do Sispen, Orleanes de Sousa Alves; o diretor da CPP de Palmas, Thiago Sabino; e o gerente de Reintegração de Social, Trabalho e Renda ao Preso e ao Egresso, Leandro Bezerra de Sousa, além de colaboradores da empresa Embrasil Serviços.

Fonte: SECOM/TO