Ministra Damares participa de painel sobre desenvolvimento sustentável da Amazônia

Um evento virtual reuniu o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e a titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), ministra Damares Alves, durante painel sobre o desenvolvimento sustentável da Amazônia. O debate, realizado nesta quarta-feira (21), foi mediado pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano.

No encontro, a ministra destacou que o desenvolvimento sustentável da Amazônia passa por ações de garantias de direitos da dignidade humana da população. “As pessoas daquela região possuem um sentimento de pertencimento. Elas amam a Amazônia. No entanto, precisamos lembrar que fazem parte de um povo no qual identificamos o maior número de violações de direitos. Não ter acesso à educação, a saneamento básico, saúde é violação de direitos humanos”, disse.

Ela ressaltou ainda que a Amazônia Legal é composta por nove estados brasileiros e tem uma pluralidade cultural extraordinária. “O bem mais precioso da Amazônia é seu povo. Esse bem ficou por anos esquecido, abandonado e invisível. Temos no Brasil 305 povos indígenas diferentes. A maioria está na Amazônia. Temos 274 línguas indígenas registradas, mais de 150 delas se falam na Amazônia”, afirmou a ministra.

Já Mourão, afirmou que desenvolvimento sustentável é pleonasmo para os investimentos na Amazônia. “Eu vejo que é responsabilidade do nosso governo atuar como grande indutor e facilitador do casamento entre o investidor, o ente privado, e nossa ampla riqueza caracterizada pela biodiversidade da Amazônia. Isso vai permitir que haja preservação ambiental e irá ocorrer a melhoria da qualidade de vida da população”, disse o vice-presidente.

Para Montezano, o maior empreendedor brasileiro é o da floresta. “Quem quer ajudar a Amazônia, investe nela. O Brasil está aberto a isso. Quem não investe ou está saindo da região, está ajudando a destruir a floresta. Quem investe de forma correta, dentro da lei, mantém a floresta de pé, dá qualidade de vida ao povo e ajuda a preservar a região”, reforçou.

Parceria

Damares contou que o projeto Abrace o Marajó, que promove o desenvolvimento regional do arquipélago, só foi possível em razão do BNDES. “Foi com base no diagnóstico realizado pelo banco que construímos o plano de ação para esse programa. Não é um planejamento solto, foi muito bem construído e agora conta com monitoramento, avaliação e investimento do BNDES na região”, disse.

De acordo com a ministra, o projeto-piloto do Abrace o Marajó promove o desenvolvimento sustentável na região e quebra paradigmas. “Nosso diagnóstico mostrou que apenas 1% da população do Marajó tinha emprego formal. E como esse povo vive? Com criatividade e empreendedorismo. Eles só estão esperando uma oportunidade”, salientou.

Semana BNDES Verde

O evento que faz parte da Semana BNDES Verde ocorre até 23 de outubro. Durante a programação, os painéis vão promover debates sobre temas atuais da agenda socioambiental brasileira. A discussão dará ênfase a temas de atuação do BNDES.

Abrace o Marajó

Criado pelo Governo Federal em março deste ano, o programa busca o desenvolvimento socioeconômico dos 16 municípios que compõem a Ilha do Marajó (PA). As ações são uma resposta estratégica para a recuperação da dignidade humana da população marajoense.

O Marajó possui cerca de 550 mil habitantes. É o maior arquipélago flúvio-marítimo do planeta. Formado por cerca de 2.500 ilhas e ilhotas, tem potencial de desenvolvimento e crescimento, mas, atualmente, conta com oito municípios na lista daqueles com pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil.

Fonte: MMFDH