Desdemocratização: A “teoria da conspiração” do ministro Barroso

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, afirmou que há um “esforço” para, supostamente, “desacreditar o processo eleitoral”. A afirmação foi feita durante sua participação no lançamento da graduação em Direito do Insper, transmitida online.

Barroso disse que um suposto “movimento autoritário” estaria avançando em diferentes partes do mundo. O maior exemplo deste movimento seria as alegações de fraude nas eleições presidenciais americanas.

“Com muita frequência, muitas vezes mesmo nas democracias, há um esforço de desacreditar o processo eleitoral quando não favoreça essa crença, é o que hoje se observa nos Estados Unidos com a recusa de aceitação do resultado que já parece definido”, disse.

Barroso também minimizou os problemas que levaram a atrasos e questionamentos sobre a apuração dos resultados do primeiro turno das eleições municipais brasileiras.

“O autoritarismo, que é um fenômeno que sempre assombrou a América Latina, África, Ásia e Europa, que é uma tentação permanente de quem chega ao poder, uma versão contemporânea do autoritarismo são essas milícias digitais que atuam na internet, procurando destruir as instituições e golpeá-las criando um ambiente propício para a desdemocratização”, disse.

De fato, o “supercomputador” contratado sem licitação pelo TSE falhou e o sistema de segurança cibernética do tribunal não foi capaz de fazer frente aos ataques hackers supostamente sofridos sem comprometer a oferta de acesso aos serviços oferecidos ao eleitor.

Nos EUA, as evidências de fraude embasam processos judiciais que questionam alguns resultados. Todas serão avaliadas pelo Poder Judiciário americano. Barroso parece ter participado das eleições americanas de olhos vendados, como Têmis.

O ministro criou sua própria teoria da conspiração.