Ditadura chinesa prende 53 ativistas pró-democracia em Hong Kong

Pelo menos 53 políticos e ativistas pró-democracia foram presos nesta quarta-feira (6) pela ditadura chinesa sob acusações de subversão. Esta é a maior repressão contra críticos do regime desde que entrou em vigor a Lei de Segurança Nacional em Hong Kong.

As autoridades acusam os detidos de um complô para “derrubar” o governo. Quase 1.000 policiais realizaram operações em toda a cidade. Os presos foram acusadas de organização ou envolvimento em eleições primárias extraoficiais organizadas pela oposição em meados no ano passado.

O plano, segundo noticiado pelo jornal The South China Morning Post, era obter pelo menos 50% das vagas no Conselho Legislativo local nas eleições, que agora foram adiadas. Em julho passado, o campo da oposição realizou uma eleição primária em que votaram 610.000 pessoas

Autoridades disseram que o plano entrou em conflito com a lei de segurança nacional, pois fazia parte de uma estratégia mais ampla para derrubar a ditadura.

A chancelaria chinesa emitiu nota afirmando que os ativistas “conspiram para solapar a estabilidade e a segurança da China”. O país é governado por uma sangrenta e autoritária ditadura comandada pelo Partido Comunista Chinês.

As prisões em massa incluíram uma batida em um escritório de advocacia e ordens judiciais entregues a quatro meios de comunicação exigindo que jornalistas entregassem documentos relacionados ao caso, gerou protestos.

Entre 16 ex-legisladores detidos estavam Wu Chi-wai, James To Kun-sun, Lam Cheuk-ting e Andrew Wan Siu-kin do Partido Democrata, junto com Alvin Yeung Ngok-kiu, Jeremy Tam Man-ho e Kwok Ka-ki do Partido Cívico.

A polícia também prendeu 20 vereadores distritais, incluindo o coordenador do Power for Democracy, Andrew Chiu Ka-yin, que coordenou a votação não oficial, o ex-líder estudantil Lester Shum e Jimmy Sham Tsz-kit, que organizou vários protestos em massa no ano passado como membro da Frente de Direitos Humanos Civis.

Também estavam na lista o assistente social Jeffrey Andrews, Lee Chi-ying, da Associação de Pais de Pessoas com Deficiência Mental Severa, e o advogado americano John Clancey.

Fonte: South China Morning Post