Investidores planejam sair da Argentina após vitória da esquerda na campanha presidencial

Alberto Fernández é o novo presidente da Argentina. Cristina Kirchner é a vice. Os dois formam parte da coalizão de esquerda Frente de Todos. Após um mandato de Macri, que é um político de centro direita, os argentinos optaram por voltar ao kirchnerismo, que governou o país por mais de uma década, de 2003 a 2015. Lá, para vencer as eleições em primeiro turno, é necessário obter 45% dos votos ou 40% e dez pontos de vantagem em relação ao segundo colocado.

A vitória da chapa kirchnerista deve provocar uma debandada de investimentos no país, que já sentiu uma queda vertiginosa em sua bolsa de valores. Grandes investidores cogitam transferir seus investimentos para o Brasil e aproveitar as ações liberais do Governo Bolsonaro na economia.

Macri, que assumiu em 2015, deixa um país com uma grave crise econômica e social; com inflação este ano prevista para 55% (pior apenas do que Venezuela e Zimbábue); 30% das pessoas vivendo na pobreza e os sem-teto representando quase 10% da população.

Entre 2003 e 2007, o presidente era Néstor Kirchner, marido de Cristina Kirchner, falecido em 2010. Entre 2007 e 2015, quem governou foi a própria Cristina. Atualmente, ela é senadora e se licenciará do cargo para assumir a vice-presidência. Há diversos processos contra ela na Justiça, por delitos como corrupção e lavagem de dinheiro.

O novo governo assume em 10 de dezembro. O mandato presidencial é de 4 anos e é permitida apenas uma reeleição.

Dólares limitados

Na noite de ontem, logo após o resultado das eleições, o Banco Central da Argentina (BCRA) estabeleceu um novo limite de compra de 200 dólares por mês, que vigorará até dezembro.

Em um comunicado, o BCRA afirma que “diante do grau de incerteza atual, o diretório do BCRA decidiu tomar este domingo uma série de medidas que buscam preservar as reservas do Banco Central”.

O limite de 200 dólares por mês é para a compra por pessoas físicas com conta bancária. Para comprar em dinheiro vivo, o limite é de cem dólares por mês.

Até ontem, o limite era de 10 mil dólares por mês para a compra por pessoas físicas. Essa foi a primeira medida anunciada pelo BCRA (Banco Central da Argentina) após as eleições.

Fonte: EBC

9 thoughts on “Investidores planejam sair da Argentina após vitória da esquerda na campanha presidencial

  1. Sai, nada, parente, A Argentina é um pais dolarizado rico…sempre atraiu grandes investidores, mais do que o Brasil. Esse chorôrôo é de quem perdeu e não se conforma.

    1. País rico??? Onde? 55% de inflação, 10% da população moradores de rua, a bolsa derreteu. Que país rico é este?

      1. Rico em péssimas ideias. A Cristina taxou a exportação de soja em 35%, sorte do Brasil e Paraguai. Eles eram o quarto maior exportador de soja do mundo. Esta posição passou para o Paraguai. Os EUA diminuíram o plantio, privilegiando o milho para a produção de álcool automotivo. Aí o brasil passou ao primeiro lugar.

  2. A Argentina mas uma vez sendo presidida pela esquerda maldita que so afunda as nações,e lamentável que isso ocorra na Argentina.

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