Com apenas 34 anos, homem surpreende aos desbancar tumor cerebral pela segunda vez

O Portal Novo Norte foi atrás dos desdobramentos por trás da afirmação de que orar, rezar ou ter pensamento positivo tem um efeito cientificamente provado sobre casos clínicos. A redação começa hoje (28) uma série de matérias sobre os diálogos entre ciência e fé no caso de pessoas que receberam auxílio da espiritualidade para superar quadros, muitas vezes, taxados como irreversíveis.

Para o assistente social e instrutor de trânsito, Kelvis de Freitas, 2019 rendeu momentos dignos de inspiração para o cinema. Morador de Palmas, ele foi acometido de um tumor cerebral, diagnosticado após um mal estar ocorrido em julho.  Dentro de pouco mais de dois meses, Kelvis evoluiu de um pós operatório com respiração por ventilação mecânica, infecções e 57 dias na UTI, para o recebimento de alta e a chegada de uma nova fase de seu tratamento: a evolução em casa, através de fisioterapia,alimentação correta e desenvolvimento gradativo da fala.

“A cirurgia foi um sucesso e conseguiram tirar todo o tumor. Mas ele teve uma hidrocefalia 4 dias após a cirurgia e quase morreu. Ficou em coma por muito tempo, sem perspectiva de melhora. Não tinha nada a ser feito, apenas aguardar a resposta cerebral. Não  acreditavam que ele iria acordar pela gravidade do caso e do tumor”, comentou a enfermeira Luanda Alencar (34), que é esposa de Kelvis.

Luanda foi orientada a alertar os filhos Arthur Alencar de Freitas (7)  e Alice Alencar (5) sobre o estado de saúde do pai.   “Fui orientada a falar a verdade. Mas sempre falei para eles sobre a gravidade, orientando a orar pelo milagre na vida do papai. As pessoas queriam muito que as crianças o vissem naquele estado. Mas meu coração tinha esperança que ele iria melhorar e eles veriam o pai melhor”.

Uma corrente de orações ocorreu dentro e fora do hospital, durante todo o tempo em que Kelvis permaneceu ali.  “Umas das coisas que mais me surpreendi foi a diferença entre a ressonância que ele fez uns 15 dias após a cirurgia, que mostrou o infiltrado do câncer para outras áreas do cérebro, e última ressonância, 45 dias depois, que não mostrou mais nada”.  

Não é a primeira vez que Kelvis enfrenta um tumor cerebral, Luanda recorda que aos 18 anos, o esposo teve carcinoma do plexo coroide, doença rara que atinge o sistema nervoso central. “Tinha 2% de chances de vida e poderia ficar com sequelas. Mas  não teve nenhuma”. Para a enfermeira, “não tem como deixar de atribuir a Deus” a superação obtida pelo esposo perante os dois episódios de enfrentamento do câncer.

 “A dimensão espiritual também é um cuidado em saúde. A questão da espiritualidade contribui com o tratamento médico, não apenas como uma questão humana, mas como meio de buscar a reação do individuo perante a fé. Esse processo é importante não só nos casos de doenças terminais, mas também na promoção da saúde”, refletiu a professora do curso de enfermagem da UFT, Nayane Santos.

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