
O prefeito afastado de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), recebeu alta médica do Hospital Geral de Palmas (HGP) nesta sexta-feira (11). No entanto, sua condição de saúde não garante plena liberdade: ele segue imediatamente para prisão domiciliar, conforme determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida, de caráter humanitário, substitui sua prisão preventiva, imposta anteriormente.
Siqueira Campos foi internado às pressas na madrugada de terça-feira (8), após ser diagnosticado com infarto agudo do miocárdio. Um boletim médico recente, assinado pelo cardiologista Andrés Sánchez, confirmou a desobstrução bem-sucedida de sua artéria coronariana por meio de angioplastia. O quadro clínico favorável e a boa resposta ao tratamento foram cruciais para a decisão da equipe médica de liberá-lo para continuar a recuperação em sua residência.
Apesar da alteração para prisão domiciliar, as demais restrições impostas pela Justiça permanecem inalteradas. Isso inclui, fundamentalmente, seu afastamento do cargo de prefeito da capital tocantinense. O advogado Juvenal Klayber, responsável pela defesa de Siqueira Campos, já adiantou que o próximo movimento será buscar a revogação completa da prisão preventiva, almejando a plena liberdade de seu cliente.
É crucial destacar que a decisão do ministro Zanin, motivada exclusivamente por razões de saúde, não se estende aos outros dois indivíduos detidos na mesma operação. O advogado Antônio Ianowich Filho e o policial civil Marco Augusto Velasco Nascimento Albernaz não tiveram suas prisões alteradas e permanecem sob custódia. As defesas de Ianowich e Albernaz, por sua vez, decidiram não se pronunciar sobre os desdobramentos do caso.