
O governo Lula enviou, pela primeira vez na história, um grupo de oficiais-generais para atuar na embaixada brasileira em Pequim, na China. A decisão, que encerra a tradição de manter esse tipo de posto militar de alto escalão apenas nos Estados Unidos, é vista como mais uma demonstração de alinhamento do atual governo com o regime chinês.
O grupo militar é composto por três adidos de defesa: um oficial-general do Exército, um contra-almirante da Marinha e um coronel da Aeronáutica. Dois adjuntos também foram nomeados para dar suporte às funções. O envio de militares de alta patente para a China quebra uma exclusividade que durava décadas.
A decisão de Lula ocorre em um momento de intensa aproximação diplomática com a China e de notáveis tensões com o governo dos Estados Unidos. Embora o decreto oficial não cite essas relações, a manobra é interpretada como um gesto claro que privilegia a parceria estratégica com o país asiático em detrimento da tradicional aliança com os americanos.
Entre as funções dos militares, estão a negociação de acordos de cooperação, o intercâmbio de informações e o monitoramento de avanços tecnológicos. Na prática, a equipe de defesa atuará como uma ponte militar, reforçando o alinhamento e a troca de informações estratégicas entre o Brasil e o governo chinês.