
O prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan, foi o principal alvo da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (3). A ação investiga suspeitas de fraude em licitação, desvio de recursos e lavagem de dinheiro ligadas às obras do Hospital Geral Municipal de Macapá.
A operação ocorre poucas semanas após o prefeito se envolver em uma polêmica de repercussão nacional. Em 17 de agosto, ele foi filmado aplicando um "mata-leão" em um jornalista que o questionava sobre o atraso nas obras de um hospital. A Prefeitura de Macapá alegou na época que Furlan reagiu a "agressões verbais e físicas" por parte de blogueiros.
De acordo com as investigações, agentes públicos e empresários teriam montado um esquema para direcionar a licitação de um contrato de R$ 69,3 milhões, assinado em maio de 2024. As apurações apontam que um dos investigados sacou R$ 9 milhões em espécie, valor que teria alimentado o ciclo de lavagem de capitais. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Macapá e em Belém (PA).