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EUA podem reabrir caso Odebrecht e trazer novamente à tona corrupção de governos petistas

Tal omissão teria impedido a devida reparação das vítimas e contribuintes em países como o Peru.

Pablo Carvalho
Por: Pablo Carvalho
02/10/2025 às 11h08
EUA podem reabrir caso Odebrecht e trazer novamente à tona corrupção de governos petistas

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), sob a administração de Donald Trump, está revirando os arquivos relacionados ao acordo de leniência firmado com a Odebrecht e a Lava Jato em 2016. Edward Martin, procurador-assistente do DOJ, enviou uma carta no último dia 24 de setembro cobrando explicações de seu antecessor, Andrew Weissmann, sobre o processo de negociação. Martin investiga indícios de abuso de poder nas administrações democratas.

De acordo com informações publicadas pelo site Claudio Dantas, o procurador Martin suspeita de cláusulas do acordo supervisionado por Weissmann. Ele reexamina o caso 'Estados Unidos x Odebrecht', considerado o maior esquema de suborno estrangeiro da história, e questiona por que, diferentemente de outros casos de corrupção, o acordo da Odebrecht omitiu detalhes específicos de contratos superfaturados. Tal omissão teria impedido a devida reparação das vítimas e contribuintes em países como o Peru.

O procurador Edward Martin ainda deu um prazo (até 7 de outubro) para que Weissmann, que supervisionava a Seção de Fraudes do DOJ, preste esclarecimentos. Martin cita a omissão de detalhes que atingiram, por exemplo, o Peru, onde ex-presidentes foram investigados. O acordo de leniência da Odebrecht reconheceu o pagamento de US$ 788 milhões em propinas e resultou no pagamento de multas de US$ 3,5 bilhões, dos quais R$ 2,5 bilhões foram destinados ao "fundo da Lava Jato", posteriormente desfeito pelo Supremo.

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