
O pastor Silas Malafaia, uma das vozes mais influentes do segmento evangélico e crítico ferrenho da esquerda, surpreendeu ao adotar um tom mais brando sobre a provável indicação de Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar da postura, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo não poupou o ministro de um rótulo duro. Em contato com o colunista Igor Gadelha, Malafaia classificou Messias, que é evangélico, como um "esquerdopata gospel".
Mesmo com a divergência ideológica explícita e a forte crítica ao posicionamento político do cotado de Lula, o pastor indicou que não fará uma campanha ativa para barrar a ida de Messias ao STF. Segundo Malafaia, a oposição só será acionada se surgir algum "fato que desabone o ministro moralmente", descartando o engajamento baseado apenas na sua filiação à esquerda. Para ele, ser uma indicação de Lula ou ter a ideologia contrária não é motivo suficiente para iniciar a guerra.
O líder evangélico relembrou sua postura em relação a outras indicações de Lula. Malafaia só se opôs publicamente ao nome de Flávio Dino, afirmando que o ministro do STF já se declarou "comunista". Por outro lado, o pastor optou por se abster na escolha de Cristiano Zanin, alegando não ter nada contra sua conduta pessoal, mesmo com a ligação como ex-advogado do presidente petista. Sua estratégia é clara: a briga é contra a ideologia que ele chama de "comunismo", mas não contra o indivíduo sem falhas morais.