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Ex-Secretários de Carlesse e Wanderlei são alvos da PF em nova fase da operação Overclean

As ordens judiciais, que incluem busca e apreensão, foram expedidas diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), demonstrando a relevância do caso.

Pablo Carvalho
Por: Pablo Carvalho
31/10/2025 às 09h49 Atualizada em 31/10/2025 às 10h57
Ex-Secretários de Carlesse e Wanderlei são alvos da PF em nova fase da operação Overclean

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (31), a oitava fase da Operação Overclean, com ações no Tocantins. A ação visa desmantelar um forte esquema criminoso suspeito de fraudar licitações, desviar verbas públicas e praticar corrupção e lavagem de dinheiro no estado. Ex-membros de alto escalão dos governos de Mauro Carlesse e Wanderlei Barbosa estão na mira.

Conforme informações de O Globo, o principal foco desta etapa é o desvio de emendas parlamentares, com a suspeita de que os investigados recebiam ou intermediavam propinas em contratos públicos. As ordens judiciais, que incluem busca e apreensão, foram expedidas diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), demonstrando a relevância do caso.

Ao todo, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos simultaneamente em cidades-chave: a capital federal Brasília, a metrópole São Paulo, além de Palmas e Gurupi, no Tocantins. Entre os nomes de peso que são alvos desta fase estão dois ex-secretários de estado da gestão tocantinense e o Secretário-Geral de um conhecido partido político.

A lista de investigados inclui o ex-secretário extraordinário de Parcerias e Investimentos do governo de Mauro Carlesse, Claudinei Aparecido Quaresemin, e Éder Martins Fernandes, que ocupou o cargo de ex-secretário-executivo de Educação no governo Wanderlei Barbosa. O ex-diretor de Educação de Goiânia, Itallo Moreira de Almeida, e o advogado Luiz Cláudio Freire de Souza França, do Podemos, também estão entre os alvos da PF.

Os crimes investigados incluem participação em organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato (desvio de dinheiro público), fraude em licitações e contratos, além do crime de lavagem de dinheiro. Nesta fase específica, a PF não expediu mandados de prisão, mas as investigações continuam, prometendo revelar mais detalhes sobre o esquema bilionário de corrupção que atinge o país.

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