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Governo Lula ignora pedido da CPMI do INSS para suspender 2 milhões de consignados suspeitos de fraude

Segundo o senador, a comissão identificou cerca de 2 milhões de contratos irregulares, com taxas que chegam a estratosféricos 22% ao mês para os aposentados

Pablo Carvalho
Por: Pablo Carvalho
04/12/2025 às 12h07
Governo Lula ignora pedido da CPMI do INSS para suspender 2 milhões de consignados suspeitos de fraude

O presidente da CPMI dos Atos, Senador Carlos Viana (Podemos-MG), fez um apelo público ao Governo Federal para que suspenda imediatamente o pagamento de empréstimos consignados sob forte suspeita de fraude e juros abusivos. Segundo o senador, a comissão identificou cerca de 2 milhões de contratos irregulares, com taxas que chegam a estratosféricos 22% ao mês para os aposentados. O parlamentar cobrou uma atitude do governo, que, segundo ele, tem ignorado os pedidos de suspensão.

Viana explicou que não se trata de interromper todos os consignados, mas sim auditar e paralisar os contratos nos quais há indícios de que os aposentados foram lesados. Sem uma resposta do Executivo, o senador afirmou que vai buscar o apoio do Supremo Tribunal Federal (STF) e oficiar o ministro André Mendonça para que a Corte ajude a comissão a resolver a questão.

Em outro ponto da coletiva, Viana fez um mais veemente protesto contra as constantes interferências do STF nos trabalhos da CPMI. O senador criticou a decisão que garantiu a um dos depoentes o direito ao silêncio absoluto, impedindo o avanço nas investigações. Para ele, essas decisões monocráticas paralisam o trabalho dos parlamentares e geram um desequilíbrio perigoso entre os Poderes.

Ainda na CPI, o presidente reforçou a necessidade de esclarecer as denúncias que envolvem parentes do Presidente Lula no esquema de fraudes. Ele citou que o irmão e o filho do presidente aparecem nas investigações e que testemunhas relataram repasses milionários e a abertura de empresas em paraísos fiscais. O senador afirmou que apresentará o requerimento de convocação e espera que os parlamentares não continuem com a blindagem para que todos possam ser ouvidos e, se for o caso, absolvidos.

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