
O ator brasileiro Wagner Moura foi oficialmente ignorado na lista de indicados ao The Actor Awards, prêmio do sindicato dos atores dos EUA. Moura era apontado por revistas internacionais como um dos grandes favoritos do ano.
Essa frustração para o cinema nacional surge logo após outro revés que atingiu a obra de Kleber Mendonça Filho. O longa foi considerado "inelegível" para o prêmio dos roteiristas norte-americanos, o WGA Awards. O sindicato alegou que o roteiro não foi produzido sob os seus acordos sindicais específicos, barrando a participação brasileira na cerimônia que ocorre em março, ao lado de outros títulos internacionais.
A fase atual de Moura acende um sinal amarelo entre os críticos, pois o sindicato de atores é tradicionalmente o maior "termômetro" para o Oscar. Ficar de fora dessa lista reduz o fôlego da campanha brasileira, que tenta quebrar um jejum histórico de décadas sem estatuetas nas categorias principais. Especialistas afirmam que o protecionismo das entidades americanas cCritics Choice Awardss estrangeiros que não possuem fortes conexões sindicais locais.
Apesar do cenário desfavorável nas associações de classe, a qualidade de O Agente Secreto segue inquestionável fora dos gabinetes burocráticos. Recentemente, a obra foi premiada como o melhor filme em língua estrangeira no Critics Choice Awards, provando que o longa possui força técnica. No entanto, para os sindicatos, as regras rígidas de inscrição parecem falar mais alto do que a aclamação da crítica e o talento do brasileiro.
O próximo grande teste para Wagner Moura será o Globo de Ouro, onde ele ainda mantém chances reais de vitória. O ator e o diretor Kleber Mendonça Filho tentam agora reverter o clima de pessimismo provocado pelas sucessivas desqualificações.