
A justiça dos Estados Unidos deu decisão nesta quinta (8) que atinge em cheio os interesses do Banco Master e de suas afiliadas em território americano. O juiz Scott M. Grossman, da Flórida, reconheceu oficialmente o processo de liquidação da instituição financeira, determinando o bloqueio imediato de todos os bens e ativos do grupo sob jurisdição dos EUA, garantindo que as ordens do Banco Central brasileiro tenham força internacional.
A medida judicial impõe uma barreira intransponível para qualquer tentativa de movimentação financeira por parte dos antigos controladores em solo americano. O magistrado destacou que nenhuma entidade poderá iniciar processos ou cobranças contra o banco enquanto a liquidação estiver vigente, conferindo plenos poderes ao liquidante brasileiro para investigar ativos, ouvir testemunhas e levantar provas sobre os negócios e as obrigações da instituição financeira em solo estrangeiro.
Nos bastidores da capital federal, o clima é de apreensão total com a possibilidade de as investigações de corrupção no Master alcançarem tribunais internacionais, como foi o caso da LavaJato.
O Tribunal de Contas da União (TCU) recuou em uma tentativa de revisar a liquidação após a Polícia Federal anunciar um inquérito para descobrir quem financiou ataques virtuais contra o banco estatal. A percepção geral é de que o cerco contra supostas irregularidades financeiras está se fechando de forma definitiva.
O Banco Master, que operava com taxas de juros agressivas para atrair investidores, agora enfrenta o desmoronamento de seu modelo de negócios sob o peso de investigações sobre créditos fictícios e rombos bilionários. Com a intervenção da justiça americana, qualquer rastro de corrupção ou ocultação de patrimônio fora do Brasil poderá vir à tona, elevando o escândalo a um patamar que ameaça figuras influentes que gravitavam em torno da instituição.