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Quem são os bolsonaristas que trocaram socos com esquerdistas na USP

Sua presença no ato foi vista pelos militantes como uma provocação, desencadeando a reação violenta do grupo adversário.

Pablo Carvalho
Por: Pablo Carvalho
09/01/2026 às 09h39
Quem são os bolsonaristas que trocaram socos com esquerdistas na USP

Parlamentares alinhados à direita brasileira protagonizaram cenas de forte tensão nesta quinta-feira, ao comparecerem a um evento organizado por grupos de esquerda na tradicional Faculdade de Direito da USP. O que deveria ser um ato político transformou-se em um campo de batalha, com agressões físicas registradas entre os políticos e os militantes que ocupavam o local no Largo São Francisco.

Entre os protagonistas do episódio estavam nomes conhecidos do cenário conservador, como o suplente de vereador Douglas Garcia e o vereador paulistano Rubinho Nunes. Os políticos, que possuem um histórico de fiscalização e enfrentamento direto em redutos progressistas, acabaram envolvidos no tumulto generalizado enquanto tentavam marcar presença no território amplamente dominado por movimentos sociais e estudantis ligados à esquerda.

Douglas Garcia, que já possui um histórico de presença firme em atos públicos e enfrentamentos ideológicos na Avenida Paulista, foi um dos focos da confusão. O político, conhecido por suas posições contundentes em defesa de valores conservadores, não recuou diante da pressão dos manifestantes, o que resultou em um cenário de empurra-empurra e troca de agressões dentro das dependências universitárias.

O vereador Rubinho Nunes, cofundador do MBL e figura central no combate ao PT em São Paulo, também esteve no centro do conflito. Recentemente, Rubinho obteve uma vitória importante na Justiça Eleitoral, que garantiu a manutenção de seu mandato após tentativas de cassação. Sua presença no ato foi vista pelos militantes como uma provocação, desencadeando a reação violenta do grupo adversário.

Também estava na confusão o vereador Malcon Mazzucatto, parlamentar de Vinhedo que ganhou projeção nacional ao denunciar o uso político de escolas de samba para homenagear o presidente Lula. Mazzucatto, que defende o combate ao uso indevido do poder econômico em propaganda antecipada, somou forças com Garcia e Nunes no episódio que escancarou a profunda polarização política que ainda domina o país.

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