
O estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma piora drástica neste domingo, exigindo a convocação urgente de seu médico particular à unidade prisional. Segundo relato de seu filho, Carlos Bolsonaro, o quadro clínico evoluiu de soluços persistentes para crises de azia severa e vômitos constantes. Essas complicações, ligadas à facada de 2018, impedem o ex-mandatário de se alimentar e dormir adequadamente.
Diante do agravamento físico e do visível abalo psicológico causado pelo isolamento na solitária, a defesa protocolou um novo pedido de prisão domiciliar humanitária no STF. A família argumenta que a manutenção da custódia nessas condições coloca a vida de Bolsonaro em risco. Até o momento, a Corte não se manifestou sobre a solicitação, gerando críticas sobre a demora no atendimento de uma questão de saúde.
Carlos Bolsonaro reiterou que as condenações que somam 27 anos de prisão são fruto de uma perseguição política sem provas concretas de participação direta nos atos de 8 de janeiro. Ele destacou que o pai estava nos Estados Unidos durante os episódios e que não houve apreensão de armas que justificassem a acusação de organização criminosa. Para o parlamentar, o princípio da individualização da pena foi ignorado pelo Judiciário.
A narrativa familiar reforça que o ex-presidente é vítima de um sistema que o condenou como líder de um movimento sem liderança definida. Enquanto o cenário jurídico permanece travado, as imagens divulgadas mostram o sofrimento físico de Bolsonaro, associado ao antigo atentado cometido por um ex-militante de esquerda. O caso ganha contornos de urgência enquanto apoiadores aguardam uma decisão que possa aliviar o tratamento penal.