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Saúde Tocantins

No Dezembro Vermelho, SES-TO foca na conscientização para a prevenção

Objetivo é alertar a população quanto ao risco do HIV/AIDS e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis

30/11/2023 14h56
Por: Redação Fonte: Secom Tocantins
Preservativo é o método mais conhecido, acessível e eficaz para se prevenir da infecção pelo HIV e outras IST's - Foto: André Araújo/Governo do Tocantins
Preservativo é o método mais conhecido, acessível e eficaz para se prevenir da infecção pelo HIV e outras IST's - Foto: André Araújo/Governo do Tocantins

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) promove, durante todo o mês de dezembro, suporte para as ações municipais, que visam prevenir e conscientizar e promover o diagnóstico precoce, além de dar assistência, apoio e proteger os direitos das pessoas que vivem com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, sigla em inglês), a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A programação faz parte do Dezembro Vermelho, uma campanha instituída pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

No Tocantins, dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan/MS) de janeiro de 2022 a outubro de 2023, apontam que foram registrados 626 casos de pessoas acometidas pelo vírus HIV. Deste total, 296 casos foram registrados em 2023, sendo 33 só na cidade de Palmas. Além do número de pessoas acometidas pelo HIV, os dados mostram que de 2020 a 2023 o Estado apresentou 1.069 casos de sífilis congênita, 2.779 casos de sífilis gestacional e 497 casos de hepatites.

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No Brasil, de acordo com último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde (MS), mais de um milhão de pessoas vivem com HIV. Os números apontam que apenas em 2022 foram registrados mais de 16,7 mil casos de infecção pelo vírus e que a maior concentração de casos de Aids no país se concentra entre jovens na faixa etária de 25 a 39 anos, sendo que 52% dos infectados são do sexo masculino e 48% do sexo feminino.

O Boletim Epidemiológico do MS destaca que quem tem a infecção do HIV não necessariamente evolui para a Aids, já que há pessoas que podem viver anos com o vírus no organismo sem apresentar sintomas e manifestações da doença. Por isso a testagem, o tratamento precoce e o acompanhamento são fundamentais para controle e prevenção da evolução da doença".

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Programação

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“Nós estamos concentrando esforços para uma retomada de sensibilização da população para os cuidados, uso de preservativo, cuidados que já foram tão divulgados, amplamente pulverizados e que não podem cair na rotina e no esquecimento. Como nós sabemos, o HIV e Aids é também considerado uma pandemia, mas uma pandemia diferente, silenciosa e muito perigosa. Por isso que nós precisamos sempre ter um olhar diferenciado para essas políticas, do ponto de vista de gestão, do ponto de vista epidemiológico e do ponto de vista de educação em saúde”, destaca a diretora de Doenças e Agravos não Transmissíveis da SES-TO, Gisele Luz.

Gisele Luz orienta sobre o aparecimento de algum sintoma. “Nos primeiros sintomas você precisa procurar um profissional capacitado, toda uma equipe preparada para detectarmos precocemente e, com isso, quebramos a cadeia de transmissão. É importante procurar esses serviços de saúde, para não esperar que o HIV se torne uma Aids. Fazer vigilância é isso, pensar no cuidado da pessoa e também do coletivo”.

“Durante o Dezembro Vermelho a SES-TO apoia todos os municípios para que realizem em seu território campanhas de prevenção. O município é o executor da ação, o Estado entra com a contrapartida, disponibilizando testes rápidos, preservativos masculinos e femininos para que essas campanhas sejam realizadas nos municípios”, afirma a enfermeira da área técnica da IST/HIV/Aids e Hepatites Virais da SES-TO, Karinny Marques da Silva.

Karinny relata que caso uma pessoa venha a passar por uma situação em que há risco de infecção, como sexo desprotegido, por exemplo, é fundamental que seja feito o teste anti-HIV, para detecção da presença do vírus. O teste pode ser feito por meio da coleta de sangue ou fluido oral.

Distribuição de kits

O Ministério da Saúde (MS) disponibiliza o teste de HIV pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e pode ser feito de forma anônima. Além do diagnóstico por situação de risco, é importante realizar o teste com regularidade para prevenção e aumento de qualidade de vida, caso seja identificado precocemente.

Durante o ano de 2023 a SES-TO já distribuiu aos municípios 1.682.928 unidades de preservativos masculinos, 49.850 preservativos femininos e 350 mil unidades de gel lubrificante. Além da distribuição de insumos, a SES-TO já entregou no ano de 2023, um total de 23.646 testes rápidos para HIV, 20.462 testes de sífilis, 13.940 testes de hepatite B e 10.214 testes rápidos de hepatite C.

Prevenção

De acordo com especialistas, o preservativo, ou camisinha, é o método mais conhecido, acessível e eficaz para se prevenir da infecção pelo HIV e outras IST's, como a sífilis, a gonorreia e também alguns tipos de hepatites. Existem dois preservativos, masculino e feminino, que são distribuídos gratuitamente em qualquer serviço público de saúde.

"E também tem Profilaxia Pré-exposição (PrEP), que é uma combinação de medicamentos que são indicados para as pessoas que são mais suscetíveis ao contágio do vírus. Além dela tem a Profilaxia pós Exposição (PEP), que é uma combinação de medicamentos que a pessoa toma durante 28 dias e deve ser iniciada em até 72 horas para ter sua efetividade", acrescenta Karinny.

Transmissão do HIV

De acordo com o Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, a transmissão se dá por meio de mucosas e secreções (fluidos) e o contágio se dá pelo sexo vaginal, anal ou oral sem camisinha; uso de seringa por mais de uma pessoa; transfusão de sangue contaminada; da mãe infectada para o filho durante a gravidez, no parto e na amamentação e instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.

Serviço de Atenção Especializada

O tratamento das pessoas que vivem com HIV no Tocantins é realizado nos Serviços de Atenção Especializada. Atualmente, o Estado possui cinco unidades que estão localizadas nos municípios de Palmas, Gurupi, Paraíso, Porto Nacional e Araguaína.

Nestes serviços é realizado todo o acompanhamento das pessoas que vivem acometidas pelo vírus, disponibilizando terapia antirretroviral, realização regulares de exames de carga viral e CD4 (Exame que quantifica os leucócitos, células de defesa do organismo).

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