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Polícia Crime

Polícia prende advogados ligados a facções criminosas

Segundo as informações divulgadas pela polícia, os advogados, identificados como um homem e uma mulher, estariam envolvidos no envio de mensagens, incluindo bilhetes e cartas, de presos da Penitenciária de Alcaçuz, situada em Nísia Floresta, para comparsas externos.

01/12/2023 15h04
Por: Pablo Carvalho
Polícia prende advogados ligados a facções criminosas

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu na madrugada desta quinta-feira (30), dois advogados suspeitos de facilitação de comunicações entre detentos de uma penitenciária local e membros de facções criminosas fora da prisão.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversos escritórios de advocacia. Segundo as informações divulgadas pela polícia, os advogados, identificados como um homem e uma mulher, estariam envolvidos no envio de mensagens, incluindo bilhetes e cartas, de presos da Penitenciária de Alcaçuz, situada em Nísia Floresta, para comparsas externos.

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A Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio Grande do Norte (OAB/RN), acompanhou as diligências realizadas pela Polícia Civil e emitiu uma nota pública sobre o caso. A OAB/RN enfatizou que, apesar de não fornecer defesa técnica aos advogados detidos, assegurou que todas as ações policiais durante a operação respeitassem as normas legais, incluindo a inviolabilidade dos escritórios de advocacia, e as prerrogativas da profissão.

Confira a íntegra da nota da OAB:

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“A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte, por meio de sua Central de Defesa de Prerrogativas, acompanha desde a madrugada desta quinta-feira (30), operação policial para o cumprimento de mandados de busca que têm como alvo advogados suspeitos de estarem envolvidos em esquema de comunicação ilegal nas unidades prisionais.

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Os procuradores de prerrogativas seguem adotando todas as providências para que os mandados de busca e apreensão sejam cumpridos em estrito respeito à legislação, garantindo a inviolabilidade dos escritórios de advocacia, com relação a objetos que não sejam relacionados à investigação (fishing expedition), conforme determina o Estatuto da OAB.

Vale ressaltar que a OAB/RN não realiza a defesa técnica de nenhum dos advogados envolvidos, mas está vigilante para que as prerrogativas da advocacia sejam respeitadas.”

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