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Brasil Clube Militar

No meio da ponte

Artigo publicado no site do Clube Militar

17/09/2021 10h27
8.250
Por: Redação Fonte: Clube Militar
No meio da ponte

Gen Div Veterano Clovis Purper Bandeira

Acossado por todos os lados, batido por fogos longínquos de Artilharia, incomodado por escaramuças e emboscadas ridículas, mas transformadas em crimes tenebrosos pelos menestréis e arautos que procuram disseminar a versão distorcida da realidade como se fosse a verdade, da qual consideram-se donos, o Guerreiro sentiu que estava perdendo a iniciativa e precisava agir. Mas tinha que ser uma ação que fosse impossível de negar, distorcer ou fraudar.

Assim, com a oportunidade que se oferecia por ocasião das comemorações do Dia da Pátria, resolveu arregimentar seus correligionários e fazer uma demonstração de força que não deixasse dúvidas de quem era apoiado pelo povo e de quem dominava apenas a narrativa distorcida dos fatos.

Não contando com apoio de nenhum dos grandes grupos de comunicação do país, que lhe moviam uma guerra de mentiras sem fim, desde antes de sua eleição, que venceu apesar de todos os meios milionários que lhe negavam a simples possibilidade de vencer, apesar de um grave atentado à sua vida, na reta final da campanha eleitoral que venceria de maneira irrepreensível, surpreendendo os mentirosos de plantão, que mais uma vez acreditaram nas próprias mentiras até se convencerem que eram a verdade, ele chegou lá.

Os ataques recrudesceram, tornaram-se cada vez mais fortes, contando com a omissão do Legislativo e o conluio do Judiciário, pelo menos de sua casa mais alta. Seu único meio de comunicação continuou a ser a Internet, como fora durante a campanha eleitoral, o território livre onde seus apoiadores podiam postar seu pensamento livremente, mesmo contrariando investigações altamente suspeitas desde o início.

No dia marcado, um belo feriado, seu povo não falhou, acorrendo aos locais de concentração em massa, aos milhões, enquanto os meios oficiosos de comunicação procuravam tapar o sol com a peneira, negando a grandiosidade do apoio manifestado, o que foi confirmado mesmo pela imprensa estrangeira.

Além de sua infantaria, vestindo verde e amarelo, portando cartazes com seu apoio ao Guerreiro, contou também com sua cavalaria, composta por milhares de caminhões privados, que se espalharam pelo país em ruidosas manifestações de apoio e, como demonstração do que podiam fazer, isolaram várias cidades do país por até 48 horas. Os mesmos caminhões que escoaram a safra agrícola recordista, que alimenta tantas pessoas no mundo todo, e que mantiveram o país funcionando e os bens circulando durante todo um terrível ano de pandemia global, apesar de várias tentativas de políticos de impedi-los de circular, para levar o país à paralisia e à fome, que seriam, naturalmente, prova da incompetência do Guerreiro.

Demonstrado o que podia fazer com apoio da voz das ruas, dos titulares do Poder e da Soberania, do Povo, chamou de volta os caminhoneiros, pediu-lhes que liberassem as estradas, sendo prontamente atendido, e avançou até a metade da ponte que os separa de seus inimigos, pois são piores do que adversários. Ali, parou e estendeu a mão num gesto de boa vontade, convidando seus desafetos ao diálogo, mas sob a observação cerrada de suas tropas, concentradas na margem direita do rio.

O pessoal da margem esquerda, surpreendido e confuso pela amplitude do apoio demonstrado ao Guerreiro, tentou organizar uma manifestação semelhante, contando com todo o aparato da mídia, mas foi impossível esconder seu fracasso.
Terão que chegar ao meio da ponte, em situação de evidente fraqueza, para dialogar, o que não é seu forte. Provavelmente, muitos tratarão de salvar seus interesses pessoais.

Os volúveis políticos, vendo para onde o vento sopra e chegando a um ano eleitoral, reavaliam suas posições, refazem suas declarações, pensando em sua sobrevivência política, pois o Guerreiro demonstrou para todos que quiserem ver que não está sozinho e que as pesquisas dos institutos “especializados” estão, mais uma vez, manipulando os dados, sem nenhum compromisso com a verdade verdadeira, apenas com a versão que lhes convém.

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