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Polícia Tocantins

Polícia Civil deflagra operação Nympha Erratum para investigar a divulgação de fotos íntimas de mulheres em Paraíso

Operação teve como objetivo dar cumprimento a mandados de busca na cidade

23/09/2021 14h16
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Por: Redação Fonte: Secom Tocantins
A operação foi batizada de Nympha Erratum, em alusão aos seres femininos da mitologia grega que eram enganados - Foto: Governo do Tocantins
A operação foi batizada de Nympha Erratum, em alusão aos seres femininos da mitologia grega que eram enganados - Foto: Governo do Tocantins

Com o objetivo de apreender dispositivos de mídia que estariam sendo utilizados para armazenar e também divulgar fotos íntimas de jovens da cidade de Paraíso do Tocantins, a Polícia Civil do Tocantins, por intermédio da 6ª Divisão de Combate ao Crime Organizado (6ª Deic) daquele município, deflagrou nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, 23, a operaçãoNympha Erratum.

Durante a ação, que foi coordenada pelo delegado-chefe da 6ª Deic, Antônio Onofre Oliveira, os agentes deram cumprimento a nove mandados de busca e apreensão em endereços de indivíduos suspeitos de integrar um grupo da rede social WhatsApp que estaria divulgando fotos íntimas de mulheres na cidade.

De acordo com a autoridade policial, as investigações sobre o caso foram iniciadas depois que duas mulheres compareceram à Delegacia e relataram que fotos íntimas suas estavam sendo divulgadas em grupos de aplicativos de conversas e outras redes sociais. “De imediato, foi instaurado inquérito policial para apurar a prática dos crimes de divulgação de fotos íntimas, bem como de associação criminosa, uma vez que supostamente estariam sendo praticados por nove homens que se uniram para divulgar as imagens sem autorização das vítimas”, afirmou.

No decorrer dos trabalhos investigativos, foi apurado que os indivíduos se utilizavam de métodos de dissuasão para convencer vítimas a encaminharem osnudes(fotos íntimas), envolvendo até promessas em dinheiro que não eram cumpridas. Em outros casos, era realizada a invasão do aparelho celular da vítima para obter as fotos. “Uma vez de posse das imagens, os investigados compartilhavam o material no grupo e passavam avazaras imagens. Durante as investigações, foi possível constatar que as fotos das vítimas eram compartilhadas sempre com um comentário depreciativo e pejorativo, rebaixando as mulheres vítimas. As fotos eram divulgadas com o propósito de satisfazer a lascívia dos participantes”, disse o delegado Antônio Onofre.

A operação foi batizada deNympha Erratum, em alusão aos seres femininos da mitologia grega que eram enganados.

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