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Ministério da Economia destaca que o Brasil será um dos maiores geradores e exportadores de crédito de carbono do mundo

Em evento no Rio de Janeiro, secretária Daniella Marques falou sobre o decreto recém-anunciado, que regula o mercado de carbono no país

19/05/2022 14h14
Por: Redação Fonte: Governo Federal
Ministério da Economia destaca que o Brasil será um dos maiores geradores e exportadores de crédito de carbono do mundo

O Brasil é uma potência de crédito de carbono, segundo a secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec/ME), Daniella Marques. “O governo federal quer conciliar preservação com monetização de ativos e, com isso, criar um ciclo produtivo, promovendo uma agenda sustentável. Com o decreto, que está para sair e que regula o mercado de crédito de carbono no país, estamos dando o primeiro passo para o gol. É enorme o nosso potencial”, disse, nesta quarta-feira (18/5), ao participar do painel ‘Perspectivas e Tendências do Mercado de Carbono’, no Congresso Mercado Global de Carbono, que acontece até sexta-feira, no Rio de Janeiro.

Mais cedo, na abertura do Congresso, o decreto foi anunciado pelos ministros do Meio Ambiente, Joaquim Leite, e da Economia, Paulo Guedes. O dispositivo, que deve ser publicado em breve, estabelece as bases para a regulação do mercado de carbono no Brasil. “Essa é uma agenda prioritária para o governo e para o país. O decreto é um primeiro passo, é o início da criação do mercado”, afirmou Daniella Marques. Para ela, “ainda há muito para se construir e a via para isso é o diálogo entre todas as partes envolvidas”.

De acordo com a secretária, com a medida, o governo federal destrava o mercado de carbono – algo que se arrastava desde 2009 no país. O decreto também consolida a parceria dos Ministérios da Economia e do Meio Ambiente, que se dá também em outros temas, como bioeconomia e reciclagem. “Entendemos que a economia, o meio ambiente e o desenvolvimento precisam caminhar juntos. Precisamos continuar investindo e estimulando o capitalismo consciente, beneficiando todas as partes interessadas”, apontou. Na opinião de Daniella Marques, o Brasil pode ganhar até US$ 100 bilhões em receitas de crédito de carbono até 2030.

Durante sua fala, Daniella Marques destacou que o governo brasileiro tem dado forma às políticas públicas e às regulamentações que criam o ambiente favorável para investimentos em projetos cada vez mais sustentáveis, perenes e resilientes às mudanças climáticas. Esse conjunto de iniciativas constitui a estratégia de economia verde do país e devem ser incorporadas no Programa Nacional de Economia Verde, do Ministério da Economia, a exemplo do Mercado de Carbono, o novo Marco do Saneamento Básico, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Cédula de Produto Rural Verde (CPR Verde) e o Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro), entre outras.

Também participaram do painel, o senior Financial Specialist do Banco Mundial, Alexandre Kossoy; o CEO da MyCarbon, Eduardo Bastos; e o CEO da WayCarbon, Felipe Bittencourt. O moderador da atividade, o secretário-adjunto de Clima e RI do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Freire, enfatizou que a “segurança para longo prazo, a partir de uma regulação, é uma premissa básica para trabalhar o mercado de carbono em qualquer lugar do mundo. E hoje o Brasil celebra o nascimento desse mercado regulado”.

Nesta quinta-feira (19/5), às 16 horas, a secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, volta ao Congresso Mercado Global de Carbono como moderadora no painel ‘Oportunidades verdes na indústria II’. Todas as palestras estão sendo transmitidas pelo site do evento

Congresso Mercado Global de Carbono

O Congresso é realizado em conjunto pelo Banco do Brasil e Petrobras, com o apoio institucional do Ministério do Meio Ambiente e do Banco Central do Brasil.

O evento tem por objetivo conectar lideranças de diferentes segmentos e públicos brasileiros em torno do tema Mercado de Crédito de Carbono Brasileiro e Global, de acordo com os resultados apresentados na 26ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre o Clima (COP 26).

 

  
 
 

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