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Agricultura Tocantins

Encontro sobre silvicultura sustentável apresenta o potencial do Tocantins para investimentos no setor

Cerca de 60 pessoas entre produtores, acadêmicos, técnicos e silvicultores participaram do evento

08/12/2021 17h10
Por: Redação Fonte: Secom Tocantins
Na abertura do evento, o Secretário Jaime Café fala do potencial silvícola do Tocantins - Foto: Wilson Rodrigues/Governo do Tocantins
Na abertura do evento, o Secretário Jaime Café fala do potencial silvícola do Tocantins - Foto: Wilson Rodrigues/Governo do Tocantins

"O Tocantins possui potencial para as diversas cadeias da silvicultura, um ambiente natural para plantio de novas áreas nessa atividade, na produção de madeiras, móveis e celulose. Para tanto, buscamos as regulamentações ambientais para que o produtor possa plantar e gerar renda”, disse o secretário da secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Jaime Café, na abertura do seminário “Silvicultura: perspectivas para o mercado madeireiro”. O evento ocorreu nesta quarta-feira, 8, no auditório da Defensoria Pública do Tocantins, em Palmas.

Uma realização do Governo do Tocantins, por meio da Seagro, com parceria da Universidade Estadual do Tocantins e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Tocantins), o seminário contou com a presença de cerca de 60 pessoas, entre produtores, acadêmicos, técnicos e silvicultores.

O palestrante, João Augusto da Silva, da empresa goiana (Mudas Nobre), fez uma explanação sobre a cultura do mogno africano, explicando o passo a passo do plantio, como alcançar melhor produtividade, adubação, controle de pragas e espaçamentos. “O plantio aqui no Tocantins deve aumentar muito nos próximos anos, o Estado possui todas as características para essa atividade, precipitação acima de 1.500mm ao ano, calcário, preços de terras acessíveis e fácil escoamento. Isso possibilita ao produtor um custo menor”, enfatizou.

Produtor

Um dos participantes, Marcos Garcia, é silvicultor e trabalha com reflorestamento de pequi e eucalipto. “Atualmente, tenho uma área de 92 hectares, onde cultivo essas duas culturas. No caso do pequi fazemos o replantio nas áreas, juntamente com o plantio natural dos pequizeiros, contribuindo assim para o cultivo natural dessa espécie, muito comum no Estado”, disse ele, acrescentando que a expectativa futura é explorar a essência da cultura do eucalipto.

Já o produtor, Neiçon Gomes, município de Almas, região sudeste disse que investe no sistema de produção Integração Lavoura/Pecuária/Floresta (ILPF), numa área de 15 hectares. “Nesta área cultivamos mangaba, mogno, baru e eucalipto, juntamente com a criação de gado de corte, dessa forma, estamos promovendo uma produção sustentável e ao mesmo, tempo gerando renda na fazenda”, explicou.

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