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Forbes: Comparado à escuridão do mundo emergente, o Brasil de Bolsonaro é um ponto de luz

Forbes: Comparado à escuridão do mundo emergente, o Brasil de Bolsonaro é um ponto de luz

09/09/2019 16h49 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
Forbes: Comparado à escuridão do mundo emergente, o Brasil de Bolsonaro é um ponto de luz


Uma matéria divulgada pela revista Forbes demonstra todo o entusiasmo dos investidores internacionais com a recuperação da economia brasileira. O texto do jornalista Kenneth Rapoza para a revista Forbes pode ser conferido aqui. Traduzimos de maneira livre para você. Confira:

"O Brasil passa por uma boa fase depois de um bom tempo. O Ibovespa é o melhor índice dos mercados emergentes, superando até a China e o mercado de ações de Trump. Tudo isso graças a um projeto de reforma da Previdência que já foi impopular, mas contou com dezenas de milhares de participantes em apoio ao novo presidente, Jair Bolsonaro, que deseja a mudança.

No último mês, o fundo de índice (ETF) iShares MSCI Brazil (EWZ) ganhou 7,5% contra apenas 2,24% do benchmark MSCI Emerging Markets Index (Índice de Mercados Emergentes, em português). Se você tivesse apostado US$ 10 mil no fim de semana de 4 de julho no ETF brasileiro, teria US$ 3,7 mil adicionais no seu rendimento anual.

Nesta semana, a BlackRock, maior empresa de gestão de ativos do mundo, recomendou que os investidores apostem no Brasil, ao afirmar que o país é melhor do que qualquer outro na Ásia, devido aos efeitos da guerra comercial entre China e EUA.

A economia brasileira ainda está lenta, no entanto. Os dados econômicos não são totalmente impressionantes. Os bancos vêm reduzindo o crescimento durante todo o ano. Mas a partir de agora até a reforma Previdenciária, os investidores negligenciam os fundamentos básicos de ação em economias lentas e apostam no bom andamento da economia brasileira.

O presidente Jair Bolsonaro teve um começo lento na reforma. O ministro da Economia, Paulo Guedes, um favorito de Wall Street, finalmente chegou ao Congresso. Sua reforma da Previdência é o que os mercados têm celebrado no Brasil.

Os próximos passos para a reforma da Previdência

A nova lei para a reforma Previdenciária passou por uma comissão e em primeiro turno na Câmara dos Deputados. Ainda não está concluída, mas, cada vez mais, aproxima-se disso. A Câmara dos Deputados concordou com a versão da comissão da reforma Previdenciária, que irá para o Senado, provavelmente com mudanças mínimas.

Os grandes investidores ainda gostam do Brasil, apesar do complicado cenário político e do crescimento ainda baixo.

De acordo com a agência de classificação de risco político Arko Advice, Bolsonaro tem votos (cerca de 300) para aprovar o texto em primeiro turno. Na melhor das hipóteses, isso significaria que os parlamentares concordam com o texto do Governo, que em seguida vai para o segundo turno de votação com mudanças minimamente esperadas a serem feitas. O mesmo deve acontecer no Senado, também com mudanças mínimas, para que um projeto final seja enviado para sanção do Presidente Jair Bolsonaro.

Comparado ao resto do mundo emergente, o Brasil de Bolsonaro é um destaque. “Nós nos tornamos negativos com relação à maioria das ações de emergentes porque os mercados estão precificando muito o estímulo chinês”, diz Tony DeSpirito, diretor de investimentos da BlackRock. “Vemos oportunidades selecionadas nos mercados da América Latina”, aponta, ao citar o Brasil e o México.

Quando a reforma da Previdência estiver concluída, os investidores devem esperar um momento de vendas com base na crença de que os preços das ações caminharão de acordo com o esperado. Wall Street passará, então, para outros itens de grande valor na lista de afazeres de Bolsonaro, como a reforma tributária e, talvez, cortes nas taxas de juros, caso a economia continue lenta.

De acordo com a Arko, a coalizão política de Bolsonaro tem pelo menos 320 certos a favor. A oposição de esquerda e parte do Centrão do Brasil é liderada pelo derrotado PT. Embora ainda seja o maior partido no Congresso, tem pouca força para conter a aprovação da reforma. Se a lei não for aprovada no primeiro turno, um segundo turno levará até o final do mês...

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Os grandes investidores ainda gostam de investir no Brasil, apesar de sua política fechada e sua história de crescimento lento.

Comparado ao resto do mundo emergente, o Brasil de Bolsonaro é um ponto de luz. "A maioria das ações de mercados emergentes viraram no negativo porque os mercados estão aguardando os próximos passos da China", diz Tony DeSpirito, diretor de investimentos da BlackRock. "Vemos grandes oportunidades nos mercados latino-americanos", diz ele, destacando Brasil e México.

Terminada a reforma previdenciária, os investidores devem esperar um momento de “espalhar as boas notícias”. Wall Street acompanha de perto os outros itens importantes da lista de transformações de Bolsonaro, incluindo reforma tributária e, talvez, cortes ainda maiores na taxa de juros, caso a economia continue lenta."

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