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Bolsonaro leva indígena em sua comitiva para contrapor falas do cacique Raoni

Bolsonaro leva indígena em sua comitiva para contrapor falas do cacique Raoni

23/09/2019 17h46 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
Bolsonaro leva indígena em sua comitiva para contrapor falas do cacique Raoni

O presidente Jair Bolsonaro embarca nesta segunda-feira, 23, para Nova York, onde participará da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU). A questão ambiental deve ser o centro do discurso do presidente, que abrirá o evento às 10h desta terça (horário de Brasília). Sinalizando essa direção, o Planalto incluiu na comitiva Ysani Kalapalo, moradora de uma aldeia no Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso. A indígena será um contraponto à fala de outro lider indígena com discurso mais alinhado à esquerda: cacique Raoni, que recentemente visitou alguns países europeus.

Mesmo em recuperação após cirurgia para retirada de uma hérnia abdominal – provocada pela facada que sofreu na campanha eleitoral de 2018 – o presidente teve liberação médica para embarcar. De acordo com sua agenda oficial, Bolsonaro parte de Brasília com destino a Nova York às 7h e desembarca durante a tarde na cidade americana.

Em live nas redes sociais na última semana, Bolsonaro promete fazer uma apresentação “bastante objetiva, diferente de outros presidentes” que o antecederam. “Ninguém vai brigar com ninguém lá, podem ficar tranquilos”, disse.

“Tá na cara que eu vou ser cobrado, porque alguns países me atacam, de uma maneira bastante virulenta, dizem que eu sou o responsável pelas queimadas aí pelo Brasil. Nós sabemos, pelos dados oficiais, que queimada tem todo o ano, infelizmente. Quer que faça o que? Tem”, disse o presidente. “(Ocorrem queimadas) Até por uma questão de tradição. Não só o caboclo toca fogo no roçado, para plantar uma coisa, no tocante à sobrevivência. O índio faz a mesma coisa. Mas tem aqueles que fazem de forma criminosa. Agora, como combater tudo isso sem meios na região Amazônica, que pega, se eu não me engano, 10 estados, maior que a Europa Ocidental? É complicado”, acrescentou.

Neste domingo, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles – que já está nos Estados Unidos – reforçou o objetivo de tratar da questão ambiental no discurso brasileiro, tradicionalmente reservado para abrir as assembleias anuais da ONU.Veja mais no MSN Brasil:

“O Brasil tem muita coisa pra mostrar na Assembleia da ONU. Nós somos o país mais sustentável, com grandes práticas. O que nós vamos mostrar é que não só aquilo que nós já temos feito, mas também tudo aquilo que nós podemos fazer”, declarou.

A primeira-dama,Michelle Bolsonaro, terá uma agenda paralela no evento. Na segunda-feira, ela se reúne com outras primeiras-damas na missão diplomática do Paraguai. Na terça-feira, depois de acompanhar Bolsonaro na Assembleia-Geral, ela vai a um evento da UNICEF.

Fonte: MSN Notícias

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