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Moro defende Pacote Anticrime em encontro com empresários e recebe apoio de entidade militar

Moro defende Pacote Anticrime em encontro com empresários e recebe apoio de entidade militar

01/10/2019 10h13 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
Moro defende Pacote Anticrime em encontro com empresários e recebe apoio de entidade militar

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, defendeu nesta segunda-feira (30), a aprovação do Pacote Anticrime como uma das medidas para enfrentar a corrupção, os crimes violentos e o crime organizado. Em palestra promovida pela Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACAERT), o ministro explicou os principais pontos da proposta que tramita no Congresso Nacional.  Na ocasião, Sergio Moro recebeu uma moção de apoio do Conselho Nacional dos Comandantes Gerais das Polícias Militares (CNCG).

“60 mil homicídios por ano não é um número normal e aceitável. A impunidade da grande corrupção não é moralmente aceitável, não podemos ter uma política de convivência pacífica com essas grandes organizações criminosas e a mensagem mais forte é aquela mensagem que pode vir do governo e do parlamento, com a aprovação de leis rigorosas em relação a essa criminalidade”, afirmou Moro.

Uma das propostas do Pacote Anticrime é a imediata execução da pena após condenação pelo Tribunal do Juri.  “Quem for condenado por crime de assassinato pelo tribunal do juri passa, desde logo, a ter sua pena executada. Isso tem impacto muito significativo para o sentimento de impunidade em relação a crimes de homicídio e feminicídio”, exemplificou o ministro.

Durante visita ao Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina, o ministro defendeu o Banco Nacional de Perfis Genéticos como ferramenta eficiente para elucidação de crimes. O Pacote Anticrime prevê a ampliação do banco.  “O uso do banco para identificação de crimes é o nosso futuro. Isso tem que sair dos filmes para a vida real”, disse Moro.

Sergio Moro também falou sobre alguns projetos estratégicos do Ministério, como o “Em Frente, Brasil” que conta com ações em municípios das cinco regiões do país para enfrentamento da criminalidade violenta. Além disso, foram citados projetos com foco no trabalho de integração entre os agentes governamentais para combater o crime organizado, como os Centros Integrados.

Ainda em Santa Catarina, o ministro participou de reunião com o governador do estado, Carlos Moisés e com o comando da Polícia Militar do Estado para discutir programas de segurança pública em parceria com as forças estaduais.

Seguindo a tendência nacional, Santa Catarina também comemora a redução dos índices de criminalidade. Em setembro, os crimes violentos tiveram queda de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior e os roubos caíram 33%.

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