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Urgente: Brasil pode ter sofrido ataque da Venezuela. Marinha não descarta resposta militar

Urgente: Brasil pode ter sofrido ataque da Venezuela. Marinha não descarta resposta militar

25/10/2019 17h03 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
Urgente: Brasil pode ter sofrido ataque da Venezuela. Marinha não descarta resposta militar

No dia 30 de agosto, as primeiras manchas de óleo foram vistas no estado da Paraíba. Poucos dias depois, outras manchas foram avistadas em Sergipe e em Pernambuco. No dia 2 de setembro, data oficial para o início da crise, 23 locais em 11 municípios nos três estados tinham sido afetados por manchas de óleo. Nos dias e semanas seguintes, lista de locais afetados aumentou rapidamente, alcançando, nesse momento, 233 localidades em 88 municípios e nove estados, totalizando mais de mil toneladas de petróleo já retiradas desses locais.

A análise do petróleo feita por pesquisadores do Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia provou, de forma definitiva, que o óleo é de origem venezuelana. Uma conclusão que foi confirmada por análises de pesquisadores de universidades em Pernambuco e Sergipe. De acordo com simulações feitas tendo em conta as correntes marítimas, o petróleo venezuelano foi derramado há cerca de 400 km da costa do Nordeste, mas ainda não se sabe o que causou esse vazamento. Há neste momento várias hipóteses, como por exemplo a transferência ilegal de petróleo em alto mar.

De acordo com algumas fontes, a Venezuela pode estar vendendo petróleo para países como a Coreia do Norte, uma prática ilegal, tendo em vista as sanções impostas pela ONU. É uma possível forma encontrada pela Venezuela para contornar essas sanções através da transferência desse material entre petroleiros em alto mar. Uma das causas do vazamento pode ter sido justamente uma falha nesse procedimento.

De acordo com o almirante Yukos Barbosa Júnior, comandante da nossa Marinha, todos os dias são acompanhados cerca de 2 mil navios mercantes navegando em águas próximas à costa brasileira. Desse total, o comandante referiu que pelo menos 30 estavam na área marítima onde o derrame começou.

O problema é que pode ser muito difícil identificar as embarcações já que por lei nem todas estão obrigadas a emitir sinais de identificação, navegando de forma totalmente escondida, quase como fantasmas no meio do oceano.

Como é um tipo de petróleo que não é comercializado no Brasil, está descartada a hipótese do derrame ter começado num petroleiro com origem ou destino no nosso país, o que leva à conclusão de que o navio ou os navios que deram origem ao derrame estavam apenas de passagem pela costa do Nordeste.

A outra hipótese é que pode ter sido um ato intencional da Venezuela, com o claro objetivo de prejudicar a fauna, a flora e o turismo no Nordeste brasileiro, visando justamente o verão que se aproxima. Se ficar confirmado que se tratou realmente de um ato intencional da Venezuela, o almirante Gil Barbosa Júnior disse que "em termos militares, é como se o Brasil sofresse um ataque. Para a Marinha é como uma agressão militar, e uma agressão militar precisa ser respondida na altura das nossas tradições".

O grande problema nesse momento é confirmar a cem por cento que se tratou de um ato intencional algo que provavelmente nunca será possível provar. Mas não importa se a origem foi uma transferência ilegal que correu mal ou se foi um ataque venezuelano contra a nossa costa.

O que se sabe é que o que aconteceu ali foi um crime e conforme o almirante referiu o criminoso precisa ser encontrado. No entanto se de alguma forma a Marinha conseguir identificar a por cento a origem do derrame e se confirmar que foi um ato intencional do regime de Nicolás Maduro contra o nosso país ficará então caracterizado um ataque militar como referiu o comandante da Marinha.

https://www.youtube.com/watch?v=S_ehIupyeCU

E se um país é militarmente atacado por outro, se esse país não responder demonstrará fraqueza, e isso pode ser fatal nas relações internacionais. Mas então que tipo de resposta seria essa? E que meios poderiam ser usados? É algo que só a Marinha saberá dizer se ou quando fica confirmado que houve realmente agressão.

Fonte: Hoje no Mundo Militar

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