Domingo, 14 de Agosto de 2022 00:23
63 98121-2858
Geral Geral

A incrível sequência de queimas de arquivo de envolvidos no assassinato do prefeito Celso Daniel

A incrível sequência de queimas de arquivo de envolvidos no assassinato do prefeito Celso Daniel

26/10/2019 10h34 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
A incrível sequência de queimas de arquivo de envolvidos no assassinato do prefeito Celso Daniel

Marcos Valério contou com riqueza de detalhes o caso do assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, e apontou lula como um dos principais mandantes do crime. Valério era simplesmente o homem de confiança do PT no esquema do mensalão. Conhecia por dentro e por fora todos os meandros e as artimanhas do partido. Agora, o seu depoimento é um norte para o caso que já se arrasta por 17 anos, onde um político petista foi torturado e depois assassinado.

Curiosamente, durante todo esse tempo, ninguém na esquerda clamou pela resolução deste crime e celso Daniel também não se transformou em um símbolo da resistência, como aconteceu com a Marielly Franco.

O ano era 2002. Celso Daniel era o prefeito petista de Santo André e por conta de um desentendimento interno estava disposto a denunciar a cúpula do seu partido por todos os esquemas de propinas e de financiamentos ilegais de campanhas. Fato que se viesse à tona acabaria com a eleição do Lula. O cachaceiro tinha fracassado nas eleições de 89, 94 e 98.

Só que 2002 prometia. Tendo deixado para trás a imagem do sindicalista radical, o novo Lulinha paz e amor tinha tudo para cair nas graças de milhões de brasileiros, isso se nenhum escândalo de corrupção envolvendo o seu partido viesse a público.

E tudo indica que foi justamente para evitar tal escândalo que o prefeito de Santo André foi morto a tiros, após uma suposta tentativa de sequestro. Uu vou tentar resumir todo o episódio.

Celso Daniel, que estava saindo de um jantar com um amigo chamado “Sombra”. Seu carro foi interceptado e ele foi arrancado de dentro. Apesar de o carro ser blindado,  o motorista alegou que não conseguiu acelerar para fugir e também não conseguiu evitar que os bandidos abrissem a porta, porque, coincidentemente naquela hora, o carro teria tido uma pane elétrica. Porém, a perícia não apontou qualquer tipo de falha nem nas travas das portas nem no câmbio do veículo. Já o seu amigo sombra não despertou o interesse dos criminosos e saiu completamente ileso. 

Os supostos sequestradores, depois de presos, declararam que queriam apenas sequestrar alguém a esmo e não imaginavam que a vítima escolhida era o prefeito de Santo André. Afirmaram também que quem atirou foi um menor de idade. O tal menor assumiu a autoria do crime, confirmando toda a história. No entanto, quando a polícia mostrou algumas fotos da Celso, ele não fazia a menor ideia de como era o rosto da sua vítima.

Depois da morte de Celso Daniel, seis pessoas ligadas ao caso de alguma forma também morreram em circunstâncias totalmente misteriosas. Dionísio, um dos sequestradores foi assassinado alguns meses após o crime, em novembro de 2002. O amigo de Dionísio, Sérgio Orelha, foi fuzilado. Um investigador de polícia, Otávio Mercier, que um dia antes da morte de Celso tinha feito uma ligação para Dionísio também foi encontrado baleado em sua casa. Em fevereiro de 2003, mataram o garçom que serviu Celso Daniel antes do crime. Algumas semanas depois, Paulo Henrique Brito, que tinha testemunhado a morte do garçom também levou um tiro e morreu. Em novembro de 2004, Iran Moraes, o agente funerário que ligou para a polícia após reconhecer o corpo do prefeito jogado na estrada levou dois tiros e morreu. Em outubro de 2005, o legista que encontrou as marcas de tortura no cadáver de Celso Daniel foi encontrado morto em seu escritório.

Depois desse verdadeiro festival de queima de arquivos, todos aqueles que poderiam apresentar uma ameaça ao projeto de poder o PT desenhou para esse país foram também assassinados ou tiveram suas vidas obscuramente ceifadas. Em 2014, véspera de eleição, morre assassinado em um suposto assalto o ex-coronel Paulo Magalhães, que revelou na Comissão da Verdade que Lula mandara matar dois sindicalistas para conquistar o poder no sindicato

Ainda em 2014, um acidente aéreo mata o presidenciável Eduardo Campos, que na época estava em ascensão em todas as pesquisas. Inclusive, um dia antes da sua morte, ele tinha dado uma convincente entrevista no Jornal Nacional que tinha potencial de desbancar Dilma e Aécio Neves.

Em 2015, o ex-presidente da vale morre misteriosamente após escrever uma carta a Dilma contendo denúncias de corrupção. Um ano depois, em 2016, morre num suspeito suicídio o empresário que era dono do avião que caiu com Eduardo Campos.

Em 2017, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, morre também em queda de avião às vésperas de voltar ao trabalho para homologar a delação mais importante, que prometia trazer provas documentais contra Lula e Dilma.

Em 2018, em plena corrida presidencial, Jair Bolsonaro,  o candidato que tinha virado um verdadeiro fenômeno no país inteiro,  leva uma facada em suas vísceras. Alguns milímetros e hoje Fernando Haddad, o poste de Lula, estaria dando continuidade ao projeto petista de poder, enquanto Bolsonaro seria só mais uma ameaça devidamente eliminada.

Enfim, diante disso tudo, Marcos Valério deveria tomar muito cuidado, pois, do Contrário, ele poderá ser surpreendido pelo próprio suicídio. Inclusive, é justamente por tomar muito cuidado que Lula não quer sair do seu alojamento em Curitiba. O ex-presidente guarda segredos que abalariam as estruturas de Brasília. Na atual circunstância, Lula vivo deixa de ser interessante para a esquerda. É só um ancião, um septuagenário que nunca mais terá direitos políticos na vida. Morto, porém, viraria mártir. Se tomar um tiro então vira herói. O cachaceiro sabe disso. Ele conhece um modus operandi e a mente psicopática dos seus correligionários.

Sendo assim, pelo menos por enquanto, é mais seguro permanecer hospedado em Curitiba protegido por um pelotão de agentes federais do que sair em liberdade e ser julgado no mesmo tribunal em que um dia ele for o juiz. O tribunal que em 2002 sentenciou Celso Daniel à pena capital.

(Luis Camargo)

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.