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Jornalista barrada na porta da Assembleia está “constrangida e abalada”

Jornalista barrada na porta da Assembleia está “constrangida e abalada”

29/10/2019 20h35 Atualizada há 3 anos
Por: Deborah Sena
Jornalista barrada na porta da Assembleia está “constrangida e abalada”

A jornalista Sarah Pires, barrada na Assembleia Legislativa pela equipe terceirizada que cuida da recepção e da segurança da Casa de Leis, na manhã dessa terça-feira(29), conversou com a redação do Portal Novo Norte e revelou detalhes do ocorrido. Sarah contou que recebeu uma ligação do presidente da Assembleia, deputado Antônio Andrade (PTB), que se desculpou em nome de todo o parlamento. Contou também que manifestou reações físicas devido a uma doença autoimune que se agrava com o stress e que contatou uma advogada para a adoção de medidas jurídicas.

De acordo com o depoimento da jornalista, na recepção, uma funcionária, que tinha em mãos a portaria 076/05, informou que ela não poderia entrar porque sua roupa estaria "inadequada e vulgar”.  Sarah tentava acessar as dependências da Assembleia para uma reunião com uma deputada.

Ela relata que alguém da equipe da parlamentar, ao chegar até a recepção para averiguar o ocorrido, a conduziu pelo subsolo em  um carro do gabinete.  Abalada, Sarah não teve condições de realizar a reunião. “Fiquei em um estado emocional crítico. Eu apenas queria entrar na Assembleia, revolver meus problema e ir embora. Se possível, ser tratada bem. Mas não fui bem tratada e não consegui entrar. Foi um grande constrangimento”.

Após ser postada em uma rede social de Sarah, uma foto em que ela usa o vestido censurado pela funcionária da AL, está circulando na internet. De acordo com a ela, quem fez o registro foi o deputado Junior Geo (PROS).

Durante a sessão legislativa dessa tarde, a jornalista recebeu apoio dos deputados. “É muito atraso. Já passamos dessa fase. Se o vestido está curto ou não, não somos nós quem vamos ditar”, defendeu Claudia Lelis (PV).

Já o presidente Antônio Andrade disse que ficou chateado com a situação e está tomando “as devidas providências”. Acrescentou que “essas pessoas [funcionários terceirizados] não estão preparadas para revistar os visitantes da Casa de Leis.

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