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Setor de serviços fecha 2019 com crescimento depois de cinco anos de retração

Setor de serviços fecha 2019 com crescimento depois de cinco anos de retração

13/02/2020 17h03 Atualizada há 2 anos
Por: Redação
Setor de serviços fecha 2019 com crescimento depois de cinco anos de retração

O volume de serviços aumentou 1% em 2019, interrompendo uma sequência de quatro anos sem resultados positivos: 2015 (-3,6%), 2016 (-5,0%), 2017 (-2,8%) e 2018 (0%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (13) pelo IBGE. O crescimento foi puxado principalmente pelo setor de informação e comunicação, que acumulou alta de 3,3% no ano.

“Em 2018 nós tivemos uma estabilidade e agora temos uma volta ao campo positivo, lembrando que entre 2015 e 2017 tivemos uma perda acumulada de 11%, então essa alta é importante, mas ainda está longe de alcançar o melhor resultado no setor de serviços”, avalia o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Volume de serviços (acumulado no ano)

BrasilRondôniaAcreAmazonasRoraimaParáAmapáTocantinsMaranhãoPiauíCearáRio Grande do NorteParaíbaPernambucoAlagoasSergipeBahiaMinas GeraisEspírito SantoRio de JaneiroSão PauloParanáSanta CatarinaRio Grande do SulMato Grosso do SulMato GrossoGoiásDistrito Federal

Clique e arraste para zoomVariação acumulada no ano (base: igual período do ano anterior) | Brasildezembro 2012dezembro 2013dezembro 2014dezembro 2015dezembro 2016dezembro 2017dezembro 2018dezembro 2019-7,5-5-2,502,55dezembro 20191,0 %

Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Serviços

Entre as atividades de informação e comunicação, a que mais influenciou o resultado positivo do ano foi o de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet.

“Essa atividade inclui, por exemplo, as ferramentas de busca. Esse crescimento é justificado também pela forma em que essas multinacionais fazem propaganda nas mídias sociais, o que reflete no aumento da receita”, explica Lobo.

O gerente da pesquisa ainda evidencia que a atividade é um destaque também por apresentar um histórico de ganho de receitas, independentemente de crise no setor de prestação de serviços.

“Uma atividade que esteve em queda no período foi o de transporte rodoviária de cargas, devido à queda de 1,1% do setor industrial, que influencia bastante essa atividade”, explica.

Outro destaque positivo foram serviços de locação de automóveis, que podem ser influenciados tanto pela mudança de comportamento do consumidor, que opta por não ter carro, quanto pelo aumento de motoristas de aplicativo, que alugam o veículo para trabalhar.

Volume de serviços cai 0,4% em dezembro

Já na passagem de novembro para dezembro, o volume de serviços variou -0,4%, a segunda queda consecutiva do setor. Três das cinco atividades investigadas apresentaram taxas negativas, com destaque para o setor de transportes e correio (-1,5%), pressionado principalmente pelo setor de transporte terrestre (-3,7%). Os outros recuos foram dos setores de serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,3%) e de serviços prestados às famílias (-1,3%).

Outros serviços (3,4%) tiveram o resultado positivo mais expressivo, acumulando um crescimento de 5,6% nos últimos dois meses, enquanto os serviços de informação e comunicação (0,4%) recuperaram quase toda a queda observada no mês anterior (-0,6%).

Volume de serviços (mês/mês anterior)

BrasilRondôniaAcreAmazonasRoraimaParáAmapáTocantinsMaranhãoPiauíCearáRio Grande do NorteParaíbaPernambucoAlagoasSergipeBahiaMinas GeraisEspírito SantoRio de JaneiroSão PauloParanáSanta CatarinaRio Grande do SulMato Grosso do SulMato GrossoGoiásDistrito Federal

Clique e arraste para zoomVariação mês / mês anterior com ajuste sazonal | Brasiljaneiro 2019fevereiro 2019março 2019abril 2019maio 2019junho 2019julho 2019agosto 2019setembro 2019outubro 2019novembro 2019dezembro 2019-1-0,500,511,52julho 20190,9 %

Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Serviços

Regionalmente, 16 das 27 unidades da federação acompanharam a variação negativa observada no Brasil na passagem de novembro para dezembro. Minas Gerais (-2,1%), Distrito Federal (-2,7%), Mato Grosso (-5,6%), Paraná (-1,3%) e Bahia (-2,3%) estão entre os locais que apontaram resultados negativos nesse mês. Já os principais resultados positivos vieram de São Paulo (0,4%) e Rio de Janeiro (0,7%).

Fonte: IBGE

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